Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Superior Tribunal de Justiça? - Marco Antonio Villa

 

"Somente a dois ministros aposentados,  o STJ pagou quase 1 milhão de reais em setembro do ano passado "

 
"Em 2011 e 2013, examinei os gastos do STJ e fiquei estarrecido. Os artigos que publiquei, neste mesmo espaço, até hoje circulam pela internet (“Triste Judiciário” e “Eles estão de brincadeira”). "
...
 
" ....  todos os dados aqui apresentados estão disponíveis no site do STJ (www.stj.jus.br), mais especificamente no Portal da Transparência."
 
" ...  Os dados são estarrecedores."
 ...
 
"Setembro é considerado o mês das flores. Mas no STJ é o mês do Papai Noel. O bom velhinho, três meses antes do Natal, em 2014, chegou com seu trenó recheado de reais. "
...
 
"...  a artimanha, recheada de legalismo oportunista (não é salário, é “rendimento”), é de que tudo é legal. Deve ser, presumo. Mas é inegável que é imoral."
...
 
"É raro uma Corte superior no mundo com os gastos e número de funcionários do STJ. ...  sofrer ameaças de morte por colocar a Justiça acima dos interesses dos poderosos. "
 
 
Marco Antonio Villa é historiador
 
 
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terça-feira, 2 de junho de 2015

PT FIFOU !


Dilma pode só dizer asneiras, mas acertou quando disse que o seu governo tinha padrão Fifa.
Vá ter  padrão Fifa no PT que a pariu!
 
Governo padrão Fifa
Mary Zaidan

De 2008 para cá, enquanto a maioria das nações se reorganizava, o Brasil se perdia no populismo sustentado por gastos sem lastro.
No 31º lugar, à frente apenas da Ucrânia e da Rússia, atrás da falida Grécia. É assim que o Brasil aparece na análise de desempenho da Austing Rating, divulgada na sexta-feira, quando o país contabilizava mais uma queda no PIB. Mais uma posição vexatória entre tantas outras que o país coleciona em rankings globais, todos eles apontando o mesmo alvo: caminha-se para trás, na trilha do subdesenvolvimento.
Os últimos levantamentos mundiais, realizados entre 2011 e 2014, comprovam o desacerto geral das políticas públicas e o quanto o país tem de correr para, pelo menos, postar-se em um patamar mediano.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atendimento à Saúde coloca o Brasil na 125ª posição entre 195 países. Fica em 112º lugar entre 200 no que diz respeito a saneamento básico. Na Educação, se classifica na 60ª posição em matemática e ciências entre os 76 países avaliados no Pisa. Aparece bem depois do Chile, do México, da Costa Rica, do Uruguai.
Liderança? Só no que há de pior. Está no topo em números absolutos de homicídios (64 mil, segundo a OMS), batendo a superpopulosa Índia, com 52 mil, e o México, com 26 mil. Na listagem geral, é o 11º país mais violento do mundo, com 29 mortes matadas para cada 100 mil habitantes. Em outro levantamento, o Mapa da Violência 2014, ocupa a sétima pior posição entre 100 países analisados, atrás da Colômbia, El Salvador, Guatemala e Venezuela.
Em alguns estados, a violência é endêmica. Em Alagoas, chegou a 64,6 assassinatos por 100 mil habitantes, índice maior do que as mais sanguinárias guerras.
O Brasil é ainda o país mais cruel na relação entre o imposto cobrado e os serviços ofertados. É o que mostra o Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes), do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Entregam-se ao governo cinco meses de trabalho por ano para ter em troca atendimento precário ou atendimento nenhum.
Em países que se levam a sério, os rankings mundiais servem de baliza para orientar acertos e mudanças de rumo. Um revés no Pisa, por exemplo, fez com que a Alemanha reestruturasse parte de sua rede de ensino e que a Inglaterra revisse parâmetros curriculares. A Colômbia fez o mesmo depois virar sinônimo de violência.
O Brasil, não. Prefere arrumar desculpas para os fracassos. Com isso, impede qualquer possibilidade de solução.
Mesmo diante da estagnação e às portas da recessão, a presidente Dilma Rousseff continua a culpar o cenário externo pelas adversidades brasileiras, a maior parte criada por ela própria. Outra parcela por seu antecessor, incapaz de aproveitar o período de bonança que o mundo viveu antes da bolha explodir em 2008.
De 2008 para cá, enquanto a maioria das nações se reorganizava, o Brasil se perdia no populismo sustentado por gastos sem lastro. Estímulo desenfreado ao consumo, preços controlados na marra, intervencionismo, apropriação do Estado e roubalheira sem fim.
Como bem definiu Dilma, um governo padrão Fifa.
 
Mary Zaidan é  jornalista.
E-mail: zaidanmary@gmail.com Twitter: @maryzaidan

 

O prazer do 'cara de pau' - Arnaldo Jabor

A incompetência e a corrupção são o que trava o país há séculos

 
"Tudo bem, caro jornalista... vou fazer umas confissões não digo políticas, mas existenciais. E tudo off the record, tá legal? Bem, digo-lhe que estou horrorizado com a hipocrisia reinante, quando todos negam o que sempre fizeram. Eu nunca reneguei minhas posições, digamos, estelionatárias. Para mim, nunca foi um defeito ou motivo de vergonha; sempre foi um grande prazer — chamemos de vocação. Por isso, vou me vingar da grossura que vejo no mundo da fraude clássica. Faltam à maioria dos ladrões elegância e finesse. Roubam por rancor, roubam o que lhes aparece na frente, se acham no direito de se vingar de passadas humilhações, mãe lavadeira, dores de corno, porradas na cara não revidadas.
 
"Eu, não. Eu sou cordial, um cavalheiro; tenho paciência e sabedoria, comecei pouco a pouco, como as galinhas que roubei na infância, que de grão em grão enchiam o papo... Há há há...
 
"Hoje já estou bem de vida, graças a Deus, e posso aprofundar para você o que nos move à corrupção. Como bem observou o grande historiador Evaldo Cabral de Mello: mais do que afirmaram Sérgio Buarque, Freire e Faoro, a incompetência e a corrupção são o que trava o país há séculos. Tenho orgulho de nosso passado, tenho tradição.
 
"Muita gente acha que roubamos por ambição. Mas, além do amor à bufunfa, à grana, roubamos por puro prazer. Isso. Grandes prazeres nos movem. Já tenho sete fazendas reais e sete imaginárias, mando em cidades do Nordeste, tenho tudo, mas sou viciado na deliciosa adrenalina que me arde no sangue na hora em que a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares.
 
"Vibro de alegria quando vejo os olhos indignados e envergonhados dos empresários me pagando a propina, suas mãos trêmulas me passando o tutu. Deleito-me quando o juiz me dá ganho de causa, ostentando honestidade e finge não perceber minha piscadela marota na hora da liminar comprada. Sinto-me superior; adoro flutuar acima dos otários que me 'compram', eles se humilhando em vez de mim.
 
"Roubar dá tesão; me liberta. Eu explico: roubar me tira do mundo dos 'obedientes' e me provoca quase um orgasmo quando embolso uma bolada. É um barato rolar nu sobre notas de cem dólares na cama, comendo chocolatinhos do frigobar de um hotel vagabundo na cidade onde superfaturei uma rede de esgotos. Adoro ver o espanto de uma prostituta, quando eu lhe arrojo mil dólares entre as coxas e sinto sua gratidão nas carícias mais perversas.
 
"Tenho prazer de ostentar dignidade em CPIs; sou ótimo ator e especialista em amnésias políticas. Tenho o grande prazer de usar palavras nobres em minhas negações: 'Nego! Não admito aleivosias, patranhas assacadas contra minha honra ilibada, minha vida sem jaça.' E solto brados de honradez, socos nas mesas, babas indignadas, hipócritas lágrimas de esguicho e clamores a Deus. Sei dizer muito bem, melhor até que nosso guia L---, que nunca soube de nada de nada...
 
 Já declarei de testa alta na Câmara: 'Não sei como esses milhões de dólares apareceram em minha conta na Suíça, se eu nem tenho conta lá!' O venerável Maluf criou uma escola. Esse grau de mentira deixa de ser mentira e vira uma arte.
 
"Tenho o prazer de ficar indiferente aos xingamentos da mídia... É o que chamo de 'prazer da cara de pau'. Aliás, minha cara é de 'pau-brasil', em homenagem ao nosso passado.
 
"E a doce volúpia de ostentar seriedade em salões de 'homens de bem' que me xingam pelas costas, mas me invejam secretamente pela liberdade cínica que me habita? Sou olhado com admiração nas churrascarias entre picanhas e chuletas, e suas mulheres me olham com volúpia, imaginando os milhões que amealhei.
 
"Sinto prazer vendo os puxa-sacos que me lambem com olhos trêmulos e mãos frias de medo e reverência.
 
"Adoro ver a palidez de guardas e contínuos diante de minha arrogância, quando lhes mostro a carteira do Senado. Até me satisfazem pequenas alegrias parlamentares, como usar um jaquetão igual ao do Sarney, feito de 'teflon', onde nada cola. Com bom humor fraternal participo do visual de meus colegas, pintando os cabelos de acaju ou preto-nanquim.
 
"E o prazer de levar uma vida aventurosa, secreta. Nada da chatice terrível dos honestos, pois sabemos que virtude dá úlcera. Adoro os jantares nordestinos, com moquecas e maracutaias, amo as cotoveladas cúmplices quando se liberam verbas, os cálidos abraços, os sussurros segredados nas varandas das máfias rurais.
 
"Tenho orgulho do mal; pois, como dizia minha avó, há males que vêm para o bem. Explico-lhe, amigo: eu e meus pares temos provocado uma indignação na opinião pública que ajuda a mudar o país — nós somos o 'mal' que traz o 'bem'. Eu só tenho inveja da maneira petista de mentir. Eles não sentem culpa de nada, pois roubaram em nome do 'povo'. Eles são o 'bem' que vem para o 'mal'.
 
"Me dá um grande prazer minha respeitabilidade altaneira que confunde meus inimigos, na dúvida se eu tenho mesmo grandeza acima dos homens comuns. Posso, do alto de meu cinismo transcendental, ter até a coragem de ser covarde. Levo desaforo para casa, sim, dou beijos de Judas, sei dar abraços de tamanduá e chorar lágrimas de crocodilo... No fundo, eu me acho mesmo especial; não sou comum.
 
"Sou profissional e didático... Eu me considero um Gilberto Freyre da escrotidão brasileira. Eu estou no lugar da verdade. Este país foi feito assim, na vala entre o público e o privado. Há uma grandeza insuspeitada na apropriação indébita, florescem ricos cogumelos na lama das roubalheiras... Tenho orgulho de ser um dos fundadores de uma nova ciência: a 'canalhogia' ou talvez a 'filhadaputice'.
 
"É isso; tenho o prazer de não ser nem de esquerda nem de direita; tenho o prazer de não ser porra nenhuma. Aliás, todos esses picaretas ideológicos também não são nada. Meu partido sou eu mesmo, presidente e militante. Vivo feliz com a grande delícia de minha corrupção assumida. Eu sou antes de tudo um forte".
 


 
 

TOMARA QUE DEUS NÃO EXISTA - DAVY LINCOLN ROCHA, Procurador da República



Brasil, um país onde não apenas o Rei
está nu. Todos os Poderes e Instituiçōes estão nus, e o pior é que todos perderam a vergonha de andarem nus. E nós, o Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos o vergonhoso privilégio de recebermos R$ 4.300,00 reais de "auxílio moradia", num país onde a Constituição Federal determina que o salário mínimo deva ser suficiente para uma vida digna, incluindo alimentação, transporte, MORADIA, e até LAZER.
 
A partir de agora, no serviço público, nós, Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos a exclusividade de poder conjugar nas primeiras pessoas o verbo MORAR. Fica combinado que, doravante, o resto da choldra do funcionalismo não vai mais "morar". Eles irão apenas se "esconder" em algum buraco, pois morar passou a ser privilégio de uma casta superior.
 
Tomara que Deus não exista... Penso como seria complicado, depois de minha morte (e mesmo eu sendo um ser superior, um Procurador da República, estou certo que a morte virá para todos), ter que explicar a Deus que esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral.
 
Como seria difícil tentar convencê-Lo (a ​Ele, Deus) que eu, DEFENSOR da Constituição e das Leis, guardião do princípio da igualdade e baluarte da moralidade, como é que eu, vestal do templo da Justiça, cheguei a tal ponto, a esse ponto de me deliciar nesse deslavado jabá, chamado auxílio-moradia.
 
Tomara, mas tomara mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.
 
Mas, pensando bem, o Inferno não haverá de ser assim tão desagradável como dizem, pois lá, estarei na agradável companhia de meus amigos Procuradores, Promotores e Magistrados. Poderemos passar a eternidade debatendo intrincadas teses jurídicas sobre igualdade, fraternidade, justiça, moralidade e quejandos. Como dizia Nelson Rodrigues, toda nudez será castigada!



 
DAVY LINCOLN ROCHA, que é um Procurador da República, teve a pouca vergonha de escrever o texto acima.  Pouca vergonha ou vergonha nenhuma, como pensaremos todos nós, que somos obrigados a pagar os privilégios que  procuradores, magistrados e "nossos representantes" recebem, ao legislar em causa própria.  Quanto ao povo que paga suas gastanças, que se foda ... sem esquecer de pagar antes de um provável suicídio. 

A vergonha é nossa,
mas o nosso dinheiro é deles.

 


 
 
 
 
 
 

 
 
 
 

 

Última moda : esfaquear e negar


 
Você já viu algum  ladrão  admitir que roubou ?
Ou um assassino admitir que matou?


Blatter nega saber de propina... -
 
 

 

 
Nego que exista essas página do blog.
PRONTO!   ESTOU NA MODA!
 
CADÊ MINHA FACA?
VOU PROCURAR NO GOOGLE!
Tomara que ele não diga que não sabe de nada!
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Tóp-Tóp Garcia

 

 Paulo Roberto Gotaç 
Publicado hoje, 01/06/2015, no Fórum dos leitores do Estadão.
 
 

MAG  (MAG = Marco Aurélio Garcia........)
 


O senhor Marco Aurélio Garcia, conhecido pelo acrônimo de MAG, beneficiado pela Lei da Anistia em 1979, quando regressou ao Brasil após autoexílio no Chile e na França, foi um dos fundadores do PT e teve papel preponderante na coordenação dos programas de governo de L--- e de Dilma.
 
Sempre arredio e atuando nos bastidores, emergiu na mídia, no entanto, por protagonizar o insólito episódio do "top-top", quando foi flagrado ao gesticular obscenamente, em regozijo pela divulgação de que a queda do avião da TAM em 2007, no qual 199 pessoas perderam a vida, decorreu de defeito técnico, eximindo, assim, a então propalada responsabilidade do governo, veiculada por alguns setores da imprensa, dentro do contexto da crise aérea da época.  Até hoje não entendi o que significou, para para aquele indivídiduo, aquele tóp-tóp.  Ele quis dizer que quem morreu levou um tóp-tóp na queda, se o seu regozijo se deveu ao saber do alívio do partido que fundou, ou quis dizer o que já sabemos hoje: que ao brasileiro só cabe mesmo um tóp-tóp para aprender a NÃO VOTAR EM MAIS NINGUIÉM.
 
 
Sem formação específica na área diplomática, ocupa hoje o indefinido cargo de assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o que faz dele, entretanto, o verdadeiro timoneiro da política externa do País, desastrada, com posicionamentos constrangedores diante da comunidade internacional, e divorciada dos verdadeiros interesses comerciais do País, por estar atrelada a tratados que a engessam, relegando, ao mesmo tempo, a segundo plano o ministério respectivo, com pesada tradição de atuação.  Depois de tudo isso, só mesmo um tóp-tóp!
 
 
É conhecido por suas tendências esquerdistas radicais, fato ilustrado pelo seu papel preponderante na montagem do subterrâneo Foro de São Paulo e pela circunstância de ter formado sua equipe de "companheiros" no âmbito da diplomacia. Assim, não é surpreendente que tenha manifestado, como consta em alguns órgãos da imprensa, seu descontentamento pela desaprovação no Senado, do nome do sr. Guilherme Patriota para ocupar cargo na Organização dos Estados Americanos (OEA), anunciando inclusive uma ameaçadora crise a ser desencadeada pela decisão.
 
 
Seria interessante que MAG fizesse uma autocrítica da sua atuação durante os governos petistas, reconhecesse os entraves na política externa pelos quais foi responsável, descesse do alto de sua arrogância e, sendo minimamente coerente, renunciasse. Certamente, a diplomacia brasileira respiraria aliviada.
 
 
Já até sabemos  qual seria sua resposta: 
ELE NUNCA SOUBE DE NADA !
Resposta típica de petistas que nunca souberam de nada mesmo!








 
 
 

Minhas livrarias - Joaquim Ferreira dos Santos-

O Rio de Janeiro é uma cidade cercada de livrarias mortas por todos os lados, um cemitério de livros que jamais serão lidos, de palavras que para sempre assim jazerão, algumas estranhas, outras peremptoriamente compridas, mas lindas, todas agora esquecidas sem qualquer olho que lhes bata em cima, sem qualquer língua que as jogue de novo no meio da rua.
 
 
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As obras do VLT cercaram a área, os camelôs tomaram a calçada, os assaltantes bateram a carteira de quem ainda a tinha e o resto ficou por conta do anúncio de que a próxima atração cultural é o livro de unir os pontinhos. Parece que no mundo todo tem sido assim. Ano passado foi a Rizzoli, em Nova York. Agora chegou a vez da Da Vinci, nas fraldas do Morro do Castelo. É a ordem da nova civilização digital: fechem as portas desse perfume antiquado e abafem o mau cheiro dos cupins. 
 
...
 
Foram-se o pé de jambo, o Caporal Amarelinho, o guarda-noturno, a anágua engomada, o verbo escorreito, o hímen complacente e agora, uma depois da outra, lá se estão indo as lojas de tijolos que vendiam livros de papel. As lágrimas pelo seu desaparecimento são cada vez mais discretas. No início do ano, sem qualquer linha nos jornais, fechou na Rua Miguel Couto a livraria Padrão. Se não fosse um velhinho que saía do sassarico na porta da Colombo e, colegamente, veio me informar, ninguém mais teria notado o desaparecimento deste outro canapé com groselha da civilização local.
 
 
...
 
 
Hoje, os ratos são os da Fifa. Ninguém mais quer roubar livros.
 
 
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Se você insiste em ser um inocente útil ou um bom eleitor, não leia.
DESCONHEÇA AS FALCATRUAS QUE SÃO FEITAS  DIARIAMENTE.