ALÉM DE TUDO DE RUIM QUE
O EX-PRESIDENTE FEZ AO PAÍS ,
DIVIDIU O PAÍS EM
NÓS E ELES,
COMO SE O VERDADEIRO INIMIGO
DE TODOS OS BRASILEIROS
NÃO FOSSE ELE MESMO.
"O autor da crise
L--- (o ex-presidente) não pode continuar,
sem ser
contestado,
a se oferecer como remédio para
o mal que ele mesmo causou
O
Estado de S. Paulo (29
Maio 2017 )
A escassez de lideranças políticas
no Brasil é tão grave que permite que alguém como o chefão petista Lula da
Silva ainda apareça como um candidato viável à Presidência da República, mesmo
sendo ele o responsável direto, em todos os aspectos, pela devastadora crise
que o País atravessa.
A esta altura, já deveria estar
claro para todos que a passagem de L--- pelo poder, seja pessoalmente, seja por
meio de sua criatura desengonçada, Dilma Rousseff, ao longo de penosos 13 anos,
deixou um rastro de destruição econômica, política e moral sem paralelo em
nossa história. Mesmo assim, para pasmo dos que não estão hipnotizados pelo
escancarado populismo lulopetista, o demiurgo de Garanhuns não só se apresenta
novamente como postulante ao Palácio do Planalto, como saiu a dizer que “o PT
mostrou como se faz para tirar o País da crise” e que, “se a elite não tem
condição de consertar esse País, nós temos”. Para coroar o cinismo, Lula também
disse que “hoje o PT pode inclusive ensinar a combater a corrupção”. Só se for
fazendo engenharia reversa.
Não é possível que a sociedade civil
continue inerte diante de tamanho descaramento. L--- não pode continuar, sem
ser contestado, a se oferecer como remédio para o mal que ele mesmo causou.
Tudo
o que de ruim se passa no Brasil converge para L---, o cérebro por trás do
descomunal esquema de corrupção que assaltou a Petrobrás, que loteou o BNDES
para empresários camaradas, que desfalcou os fundos de pensão das estatais, que
despejou bilhões em obras superfaturadas que muitas vezes nem saíram do papel e
que abastardou a política parlamentar com pagamentos em dinheiro feitos em
quartos de hotel em Brasília.
L--- também é o cérebro por trás da
adulteração da democracia ocorrida na eleição de 2014, vencida por Dilma
Rousseff à base de dinheiro desviado de estatais e de golpes abaixo da linha da
cintura na campanha, dividindo o País em “nós” e “eles”. L--- tem de ser
igualmente responsabilizado pela catastrófica administração de Dilma, uma
amadora que nos legou dois anos de recessão, a destruição do mercado de
trabalho, a redução da renda, a ruína da imagem do Brasil no exterior e a perda
de confiança dos brasileiros em geral no futuro do País.
Não bastasse essa extensa folha
corrida, L--- é também o responsável pelo tumulto que o atual governo enfrenta,
ao soltar seus mastins tanto para obstruir os trabalhos do Congresso na base
até mesmo da violência física, impedindo-o de votar medidas importantes para o
País, como para estimular confrontos com as forças de segurança em
manifestações, com o objetivo de provocar a reação policial e, assim,
transformar baderneiros em “vítimas da repressão”. Enquanto isso, os
lulopetistas saem a vociferar por aí que o presidente Michel Temer foi
“autoritário” ao convocar as Forças Armadas para garantir a segurança de
Ministérios incendiados por essa turba. Houve até mesmo quem acusasse Temer de
pretender restabelecer a ditadura.
Para L---, tudo é mero cálculo
político, ainda que, na sua matemática destrutiva, o País seja o grande
prejudicado. Sua estratégia nefasta envenena o debate político, conduzindo-o
para a demagogia barata, a irresponsabilidade e o açodamento. No momento em que
o País tinha de estar inteiramente dedicado à discussão adulta de saídas para a
crise, L--- empesteia o ambiente com suas lorotas caça-votos. “O PT ensinou
como faz: é só criar milhões de empregos e aumentar salários”, discursou ele há
alguns dias, em recente evento de sua campanha eleitoral fora de hora. Em outra
oportunidade, jactou-se: “Se tem uma coisa que eu sei fazer na vida é cuidar
das pessoas mais humildes, é incluir o pobre no Orçamento”. Para ele, o governo
de Michel Temer “está destruindo a vida do brasileiro”, pois “a renda está
caindo, não tem emprego e, o que é pior, o povo não tem esperança”.
É esse homem que, ademais de ter
seis inquéritos policiais nas costas, pretende voltar a governar o Brasil. Que
Deus – ou a Justiça – nos livre de tamanha desgraça."