Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O que fazer?





  ‘Você tem que ser humilde com os humildes e altivo com os poderosos’,
era a lei do meu pai.' 
 -Nelson Motta -
 
 
 
Vivemos numa sociedade totalmente corrompida.  Nossa sociedade está corrompida desde nossos políticos, que depois da pobre (e podre) imagem petista se tornou pior ainda, até nossas crianças ou adolescentes que se acostumam a fraudar tudo o que podem, com anuência e exemplo de seus pais, que seguem o exemplo de seus superiores e dirigentes.  

 
Ir às ruas, agora, depois que tudo chegou ao ponto que chegou, seria o melhor negócio?  Seria a forma eficiente de mostrar aos péssimos elementos do Congresso que não estamos de acordo com a ideia de DESCULPAR O CAIXA DOIS, se eles já sabem disso?   Ainda mais que tudo seria feito numa votação às escuras, onde não poderemos saber quais foram os meliantes capazes de votar pela descriminização de um crime.  (PT e PSDB realizam sonho de FHC e se unem. Para anistiar o Caixa 2 - "encaminharam NÃO para a votação nominal do projeto. Com isto, a votação será sigilosa e não saberemos quem votou contra ou a favor dos corruptos" - http://reaconaria.org/blog/reacablog/pt-e-psdb-realizam-sonho-de-fhc-e-se-unem-para-anistiar-o-caixa-2/)
 
 
Talvez a única maneira seja uma desobediência civil. DESOBEDIÊNCIA CIVIL seria o resultado, embora pareça um tanto decisivo e isso não faça parte do comportamento brasileiro, que está acostumado a apanhar sem reclamar. 
 

Vejamos, portanto, do que se trata uma  DESOBEDIÊNCIA CIVIL:    "Método que permite defender todo o direito que se encontra ameaçado ou violado, uma forma de pressão legítima, de protesto, de rebeldia contra as leis, atos ou decisões que ponham em risco os direitos civis, políticos ou sociais do indivíduo." - http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2465/Desobediencia-civil-um-meio-de-se-exercer-a-cidadania, por ser um  'claro sentimento de apoio a determinadas ações contrárias à lei, ante a necessidade de preservação da justiça e concretização de direitos.'

 

Será que o cidadão deve desistir de sua consciência, mesmo por um único instante ou em última instância, e se dobrar ao legislador? Por que então estará cada pessoa dotada de uma consciência? Em minha opinião, devemos ser primeiramente homens, e só posteriormente súditos. Cultivar o respeito às leis não é desejável no mesmo plano do respeito aos direitos. A única obrigação que tenho direito de assumir é fazer a qualquer momento aquilo que julgo certo”. (THOREAU, Henry David. A Desobediência Civil e Outros Escritos. São Paulo: Martin Claret, 2002, Pág. 15.)


 

Talvez a única forma de impor nossa vontade, a vontade do cidadão, esteja justamente no  não cumprimento de leis impostas pelos meliantes de Brasília, que nos obrigam a pagar todos os impostos que nos são cobrados, sem nos oferecer o mínimo respeito em troca.



 
 "E agora, pai?" 
ARTIGO COMPLETO 

Nelson Motta:/O Globo



 
Muitas vezes, quando não sei o que fazer diante de uma situação, penso no que meu pai faria. E faço.

Quando eu estava furioso e indignado com injustiças e torpezas, querendo quebrar tudo, ele aconselhava serenidade e tolerância, não como submissão e resignação, mas como prova de superioridade moral e força dos meus argumentos.

Como grande advogado e conhecedor do sistema judicial brasileiro, com todas as suas mazelas e atrasos, sempre me dizia que brigar era o pior negócio, pela perda de tempo e dinheiro, e buscava acordos que contentassem as partes.

Desde pequeno, ele me buzinava que se leva uma vida para construir um conceito — e que basta um erro para perdê-lo. Recuperar um bom conceito custa muito mais tempo e sacrifícios do que construí-lo.

Ele e eu não somos santos, temos muitas falhas e fraquezas, mas entre elas não estão a covardia e a prepotência: “Você tem que ser humilde com os humildes e altivo com os poderosos.”

Tratava empregados melhor do que patrões, sempre nos dizia que qualquer pessoa que trabalhava para ganhar a vida era superior a nós, que só estudávamos e vivíamos às suas custas.

Quando crianças, eu e minha irmã às vezes disputávamos o último guaraná, ou o último pedaço de bolo, e ele lançava a sentença fatídica: “Um divide, e o outro escolhe”. Eram horas contando gotas e grãos para não dar vantagem ao que escolhia, fazendo justiça sem querer.

Ultimamente, tenho solicitado bastante o que seriam as suas possíveis opiniões diante da loucura que se tornou o Brasil, para não sair xingando e distribuindo inúteis coices e cusparadas verbais.

“Calma, meu filho, assim você não vai conseguir nada. Os que te inspiram ódio vão seguir em frente, eles não ligam de serem odiados, e você fica com o ódio lhe envenenando a alma e confundindo seu pensamento.”

A última vez que estive com ele, já com 92 anos e muito debilitado, “de saco cheio de viver”, perguntei-lhe como estava, e ele respondeu: “E você, como está?”.

“Eu estou bem, é você que interessa”.

“Ah, meu filho, ficar velho é uma merda.”

“Mas, pai, não ficar é pior ainda.”

E rimos juntos pela última vez.


 
NÃO PRETENDEMOS DEIXAR DE SAIR ÀS RUAS PARA MOSTRAR QUE NÃO SERÁ CONTRA NOSSA VONTADE  QUE OS BANDIDOS DA NAÇÃO PODERÃO RESOLVER O SEU DESTINO PENITENCIÁRIO, EMBORA ELES TENHAM SE APODERADO DELA, COMO JÁ FIZERAM COM NOSSO CARRO HÁ UNS ANOS ATRÁS. 
 
IREMOS ÀS RUAS, SIM,
MAS SABENDO QUE NOSSOS DIREITOS PODERÃO SER EXIGIDOS DE OUTROS FORMA,
UMA FORMA BEM MAIS CONTUNDENTE.