Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Objetivo: incendiar o país

 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Renato Sant'Ana



Marcelo Rodrigues, presidente da CUT-RJ, escancarou: a greve geral dos bancários, deflagrada em 06/09/16, tem por objetivo "incendiar o país contra Michel Temer". Com sua peculiar incapacidade de sentir constrangimento (característica burilada na personalidade dos que são amestrados para serem "revolucionários"), ele proclamou: "Eu tenho o maior orgulho de estar na assembleia que vai dizer que nós vamos mudar o rumo desse país. E que esses golpistas de merda vão ser relegados ao lixo da história."

Ora, "mudar o rumo desse país" é só mais um clichê vulgar, como tantos outros que compõem o repertório de palavras de ordem usado pela banda raivosa da esquerda. De qualquer modo, não é coisa de se "deixar pra lá". Com efeito, é indispensável compreender qual é o "rumo" para o qual a Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer empurrar o Brasil.

Já não é segredo que a meta da CUT é implantar o socialismo no país. Antes, seus militantes ainda escondiam suas verdadeiras intenções. Hoje, não. Também não é mais segredo que a CUT faz parte do nefasto Foro de S. Paulo - muito embora boa parcela dos que engrossam as "manifestações" da CUT ainda negue a existência do tal Foro, dizendo que é tudo "teoria da conspiração". Uns negam de má-fé, mas outros por genuína ignorância.

Rumo infeliz

O país em que mais amplamente foram concretizadas as diretrizes do Foro de S. Paulo (o socialismo bolivariano) é a Venezuela. Como ficou? De uns quantos anos para cá, embora tendo as maiores jazidas de petróleo do mundo, a Venezuela enfrenta uma carestia que não cessa de piorar: faltam alimentos, remédios, produtos de higiene e limpeza - itens mínimos de subsistência vão desaparecendo e agravando o desespero da população.

Indissociável do desastre político do chavismo - regime que afronta as liberdades individuais, que persegue, aprisiona e tortura opositores, que impede a atuação da imprensa, que traz o judiciário e o ministério público a cabresto -, a tragédia econômica da Venezuela (com a mais elevada inflação do mundo, em torno de 700%) é bem retratada na falta de caixões para enterrar os mortos. Desde 2014, o alto custo e a escassez de materiais vêm obrigando a indústria a fabricá-los de madeira barata e até de papelão. Ainda assim o preço é cada vez mais proibitivo para as condições dos venezuelanos. Há famílias que alugam caixão apenas para o velório, devolvendo-o depois para reaproveitamento. Quem não pode, enterra o parente em caixão de papelão.

Persistência no rumo do desastre
 
"A greve é por tempo indeterminado. Vamos para luta, convocando mais do que bancários e bancárias, todos os trabalhadores, a vir para rua para dizer 'Fora, Temer'", diz Marcelo Rodrigues, simulacro de Mussolini.

Por todo o Brasil, há um sem-número de sindicatos filiados à CUT, que usam os trabalhadores como massa de manobra para (a) infernizar a vida de qualquer governo que não seja socialista e (b) favorecer políticos de extrema-esquerda. Em 2016, professores municipais de Porto Alegre (além doutros servidores) fizeram uma greve de 38 dias. Para quê? Para alavancar a candidatura da comunista Luciana Genro (por sinal, defensora do regime venezuelano). Quem responderá pelo prejuízo de milhares de estudantes da rede municipal que ficaram sem aulas por 38 dias (o que jamais será devidamente recuperado)? Para a CUT e seus vassalos isso não importa: os fins justificam os meios.

Também em 2016, o CPERS - sindicato que congrega professores da rede estadual gaúcha - realizou uma longa greve, a exemplo do que fez nos 36 anos anteriores. Sim, desde 1979, não houve um ano em que o CPERS não tenha feito greve. É certo que sua agressividade arrefeceu nos governos do PT. Nos demais, tem sido flagrante seu empenho em subverter a ordem. Ainda que possam ter reivindicações legítimas, Professores prestam-se como massa de manobra, e o resultado é UM VERDADEIRO GENOCÍDIO CULTURAL!

Jamais os alunos recuperam efetivamente os dias de aula perdidos. Que Estado da federação terá um índice de analfabetos funcionais tão alto quanto o do Rio Grande do Sul?

É o "rumo", a "luta", as "conquistas", é o cenário que os socialistas estão engendrando no país. É a indisfarçável tentativa de venezuelizar o Brasil.
 

Oh, a nossa cordialidade...

Mas esses vândalos ideológicos não são tão numerosos assim. Como conseguem, então, fazer tanto estrago? Ora, maior é o número das pessoas que, embora rejeitando as práticas abusivas da CUT, não adotam nenhuma atitude concreta de repúdio. Fica, pois, muito fácil: o caminho dos maus é pavimentado com a omissão dos bons. Fazer o quê?


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.