Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A ELE DÊEM CORDA ...

 ... para se enforcar 

 
Depois de atingir a Prefeitura do Rio de Janeiro, Crivella pretende alcançar a Presidência da República.  Não há nada melhor para uma pessoa "se queimar" logo de uma vez do que ter que gerir uma cidade como a nossa, ainda mais sem dinheiro para cumprir ao menos suas obrigações.
 
A dura realidade não só carioca mas de todo o Brasil, afundado em sérios problemas financeiros, obra petista,  está no artigo abaixo do Governador Pezão. 
 
 
A falta de dinheiro vai atingir, também, a Prefeitura da cidade, deixando-a cada vez mais frágil..
 
Não adianta pensar em cargos, são necessárias soluções, pois elas serão cobradas pela população, que viu o país ser destruído durante esses longos 13 anos e nada fez. O povo deseja milagres e eles jamais serão feitos, nem mesmo pedindo a ajuda divina.
 

Sem botes salva-vidas
 Luiz Fernando Pezão
 
 
O anunciado naufrágio fiscal do setor público brasileiro tem um detalhe: é uma embarcação sem botes salva-vidas. Temos visto nos últimos tempos grupos e corporações agarrando-se a privilégios, talvez na esperança de se salvarem quando o navio afundar. É ilusão: a indesejada, porém possível, quebra final das finanças públicas será um tsunami que atingirá a todos. 
Atingirá os servidores públicos pela simples razão de que, sem dinheiro, não haverá como a União, os estados e os municípios honrarem os compromissos. Atingirá os aposentados do serviço público e do regime geral, pelo mesmo motivo. Atingirá, obviamente, a população que precisa dos serviços públicos. E atingirá o conjunto da população pela conta da inflação e do provável aumento de impostos.
Não entendam essa minha manifestação como alarmismo. Não é. É realismo. Nas crises, especialmente nas muito graves, o autoengano costuma ser uma forma predileta de escapismo. Não vamos nos enganar. E não vamos, por favor, tentar enganar a população, especialmente os que mais precisam do governo. Que são os que sempre mais sofrem nas grandes crises.
Infelizmente, e aí não há como todos os gestores públicos escaparem da responsabilidade, as finanças do Estado brasileiro estiveram até hoje programadas para crescer independentemente de o país e a arrecadação crescerem. Enquanto a economia se expandia, isso funcionou. Agora, depois de dois anos de recessão e de grandes impactos nas principais áreas da infraestrutura, isso acabou. A hora é de encarar os fatos. 
Precisamos conter a expansão das despesas de custeio do Estado. Na melhor das hipóteses, para retomar a capacidade de investimento, a única maneira de gerar empregos e aumentar saudavelmente a arrecadação. Na pior das hipóteses, precisamos disso para evitar o anunciado colapso final. 
Precisamos tomar medidas imediatas para libertar as forças produtivas empresariais. E aí a sobrevivência deve vir antes da ideologia. O Estado brasileiro não tem a capacidade e a agilidade para prover os investimentos necessários para que os hoje 12 milhões de desempregados vejam a luz no fim do túnel. E a solução desse problema não pode esperar, pois agrava-se a cada dia.
Precisamos também, finalmente, tomar medidas para que os que podem mais e têm mais paguem mais, e os que têm menos e podem menos paguem menos. É hora de enfrentar a cruel e regressiva estrutura tributária. Isso liberará recursos para o consumo e o investimento da ampla massa da população, com o objetivo de reativar nosso mercado interno. E promoverá justiça tributária.
Essas são algumas ideias, que tenho debatido com colegas governadores e com o governo federal. Se alguém tem uma ideia melhor, estou aberto a ouvir. Se discordam, estou aberto a dialogar. O que não é possível é agarrar-se à falta de consenso para daí não fazer nada. O barco está afundando, e não há botes salva-vidas.