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Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

terça-feira, 19 de maio de 2015

FHC E SUAS CRÍTICAS

 

FH: ‘Nunca se roubou tanto’

FH: 'nunca antes nesse país se errou tanto, se roubou tanto'

Ex-presidente diz que "enganos e desvios" começaram com L---



Júnia Gama

19 de maio de 2015

O Globo
  

BRASÍLIA - O PSDB veiculará hoje à noite seu primeiro programa partidário do ano, com críticas contundentes ao governo Dilma Rousseff, ao PT e ao ajuste fiscal. A maior surpresa é uma fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre corrupção. Nela, o tucano cita a "roubalheira" na Petrobras, diz que "os enganos e desvios começaram já no governo Lula" e que a realidade mostra que ,"nunca antes neste país, se errou tanto, nem se roubou tanto em nome de uma causa". 
 
 
O vídeo, de dez minutos, pretende apontar a corrupção no governo petista, com ênfase nos desvios na Petrobras, mas também ressalta "mentiras" contadas por Dilma na campanha eleitoral tanto sobre inflação quanto direitos trabalhistas. Além de FH, o programa tem a participação do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e dos líderes do partido na Câmara e no Senado, deputado Carlos Sampaio (SP) e senador Cássio Cunha Lima (PB).
 
A gravação começa mostrando um panelaço, enquanto um narrador diz que "ser oposição não é dizer não a tudo, mas é dizer não a tudo que está errado". Em seguida, são exibidas cenas de Dilma em campanha, anunciando a redução na tarifa energética, dizendo que não será eleita para tirar direitos dos trabalhadores e afirmando que a inflação está sob controle. Um ator desmente cada uma das falas em seguida.

 
Entra então em cena o ex-presidente, com o semblante sério e uma das falas mais contundentes do programa:

 
- A raiz da crise atual foi plantada bem antes da eleição da atual presidente. Os enganos e desvios começaram já no governo Lula. O que a realidade está mostrando é que nunca antes nesse país se errou tanto, nem se roubou tanto em nome de uma causa, mas dessa vez o desarranjo foi longe demais. A crise já atinge o bolso e a alma das pessoas. Não só a Petrobras foi roubada, o país foi iludido com sonhos de grandeza, enquanto a roubalheira corria solta. O que já se sabe sobre o petrolão é grave o suficiente para que a sociedade condene todos aqueles que promoveram tamanho escândalo, tamanha vergonha.
 
"Sistema político está quebrado"
O programa termina com Aécio:
 
- Para acabar com a corrupção, é preciso que a Justiça investigue a fundo, sem interferências, sem pressões do governo. O Brasil precisa saber quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo isso, se calou e não fez nada para impedir. Nós queremos de volta tudo aquilo que foi tirado dos brasileiros, principalmente nossa capacidade de sonhar com um futuro melhor. Nós já vimos esse filme antes e, se a corrupção ganhar essa batalha, ela vai voltar cada vez pior, cada vez mais forte.

 
Ontem, o jornal britânico "Financial Times" publicou uma entrevista com FH. Nela, o ex-presidente falou sobre o desgaste do sistema político brasileiro e sobre a "crise de legitimidade".

 
"O sistema político do Brasil está quebrado, e as reformas são necessárias para restaurar a sua credibilidade aos olhos dos eleitores", diz o tucano.
 
 
Em outro trecho da entrevista, FH faz uma análise da conjuntura brasileira e também cita o escândalo na Petrobras:

 
"Um vasto escândalo de corrupção na Petrobras, juntamente com uma desaceleração da economia e disputas entre a presidente Dilma Rousseff e o Congresso estão paralisando o sistema".

 
Na entrevista, FH fala ainda das manifestações a favor do impeachment: "O fato de que eles estão falando sobre ele (impeachment) seis meses depois da eleição é um sinal de que algo está errado".
 
 
No fim da entrevista, o ex-presidente fala sobre a disputa de 2018:  "O PT não tem outra alternativa do que L---".
 






 

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