Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Se Levy sair, Dilma cairá. O QUE OCORRERÁ?

 
Se Levy sair, Dilma cairá? 
 
E DAÍ?  Quem assumirá? 
Seu vice?  Temer,  um  PMDBosta ?
 
REYNALDO ROCHA

Não faço parte do time do “quanto pior, melhor”. Já fiz. Quando era petista (sim, confesso que fui), a torcida era pelo desastre que aceleraria a queda do “inimigo”. Celebrávamos a tragédia sofrida por terceiros desde que pudesse apressar a derrota de quem deveria ser somente adversário, mas se transformava em inimigo pela nossa visão distorcida. Foi essa uma das causas do meu afastamento. E da minha repulsa pelo que o PT hoje é.

O mercado mundial confia em Dilma? Não, obviamente. A escolha feita no primeiro mandato – Guido Mantega – foi motivo de piadas internacionais. O mínimo que se dizia dele é que, caso indicasse o caminho da esquerda, ficaria claro que o correto era o outro. A revista The Economist  rotulou de “100% Man” o brasileiro que errava 100% das previsões. E o mundo sabia que Mantega, um fantoche de Dilma, dizia ou fazia o que a chefe mandava.

É Joaquim Levy quem segura a credibilidade do Brasil. É ele quem tem impedido a perda do grau de investimento, etapa que antecede o desastre completo. Hoje, o ministro da Fazenda se recusou a participar da cerimônia que anunciou os cortes orçamentários de 2015. Levy exigia 80 bilhões. Foram 70. Levy alegou ter sido surpreendido por uma gripe para justificar a ausência.

Recado dado, recado entendido por todos. Na véspera, o senador Lindbergh Farias, do PT do RJ, exigiu a demissão de Levy.   Quem é mesmo o referido Lind.... sei lá o quê.  É aquele senador que FARIA alguma coisa e nunca fez nadica de nada, a não ser mamar nas tetas do governo (e nas nossas tetas) como já se tornou hábito ?  Pelo tipo de  'exigência' macabra dele, pela exigência contra o país, seja qual tenha sido a desculpa por ele apresentada, só pode ser um petista!

Ainda não descobriu que isso resultaria na completa perda de credibilidade. O famoso tiro no pé. Receio que Joaquim Levy já esteja cansado das farsas e desculpas inseparáveis do estilo do governo federal.

Se Levy sair, Dilma cairá. Simples assim. Ela odeia Levy. E Levy não tem qualquer simpatia pela presidente. Ambos apenas se suportam. Dilma faz isso para manter-se no poder mantido por um estelionato eleitoral. Levy tenta colocar em prática, coerentemente, o que aprendeu e ensinou.

Na visão de Nelson Barbosa, ministro do Planejamento e bobo da corte da hora, a situação está sob controle. Os cortes, garantiu, preservam tudo. Se é assim, cabe a pergunta: cortar para quê? O relevante nisso tudo é o que não foi dito. E a ausência de quem deveria estar lá para dizer. 
 
 
Caso Dilma, indicada por  seu antecessor,  saia, pelo motivo que for, quem virá nos socorrer?  Já foi mais do que dito que os militares não estão com nenhuma intenção de fazer uma intervenção na atual situação do país.  Até mesmo porque eles nunca iriam socorrer quem um dia cuspiu (literalmente) em suas caras.  A quem caberia nos socorrer a não ser a nós mesmos?  Isso se o povo brasileiro não fosse tão  alienado nem tão conivente, por preguiça,  quanto  já demonstrou ser.
 
 
Fácil reclamar, difícil é agir.  
 
 
É fato que a saída de Dilma terminaria de enterrar um Partido que chegou como se fosse um deus e vai embora como se fosse o diabo,  mas só isso não seria suficiente .