Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Eles prometem e nós pagamos!



 
"Promessa é dívida".
 
 
SE NA ÁREA ECONÔMICA as questões, agora, estão mais bem encaminhadas, na política a situação é bem diferente. Pedro Malan citou o livro "A quarta revolução", dos editores da revista britânica The Economist, John Miclethwait e Adrian Wooldridge, para afirmar que, no mundo todo, principalmente nos Estados Unidos e nos principais países da Europa, a população está cética quanto aos políticos e que há uma perda de substância dos partidos tradicionais. No Brasil, não é diferente.
 

O ceticismo dos eleitores torna as coisas mais difíceis, na avaliação do ex-ministro, principalmente porque se espera e se exige muito dos governos.  O resultado pode ser uma mistura tóxica e instável:  a dependência força o governo a se expandir e se sobrecarregar demais, enquanto o ceticismo o priva de legitimidade e exacerba os revezes, que são transformados em crise, afirmou Malan.
 
 
- A disfunção caminha de mãos dadas com a desordem, e não apenas na contas públicas. Os partidos políticos tradicionais serão obrigados a se reinventarem.  A discussão desse livro tem muito a ver conosco.
 
 
Ele ressaltou porém, que numa democracia é preciso contar com os políticos para avançar no terreno econômico.  E entende que é mais do que chegada a hora de convencer os três níveis de governos (federal, estaduais e nunicipais), políticos e eleitores a aceitarem a existência de restrições à tendência natural do Estado à expansão de suas incumbências, muitas vezes por pressão da própria sociedadeSE O GOVERNO NÃO ACENASSSE COM ALGO INEXISTENTE, ELES JAMAIS SERIAM COBRADOS A FAZER O PAPEL DE "PAPAI' OU 'MAMÃE' DO POVO.
 
 
- O Estado apenas redistribui recursos que por ele transitam e tem aumentado, gradualmente, a percepção de que há claros limites para esse processo de expansão, quando Estado já se sobrecarregou de obrigações.  Ao dispensar demais suas atividades, o Estado fica mais suscetível a ceder ainda mais a interesses isolados, a persistir em fazer promessas que não pode cumprir, a criar expectativas de mais direitos e a assumir metas e objetivos inalcançáveis.   Tudo isso, com frequência, acaba em grandes problemas de dívidas por equacionar. 
 
Malan ressaltou a a reforma fiscal, que inclui a Previdência, e uma questão econômica fundamental.  Sem isso, a dívida pública se tornará insustentável, inviabilizando a retomada do crescimento.  
 
- Como já disse Jean-Pierre Jouyet, scretário-geral do presidente da França, Francois Hollande, não é que os políticos não saibam  (será que não sabem ?) o que fazer.  Eles não sabem  como se reeleger se fizerem o que precisa ser feito - afirmou, citando uma questão primordial para a solução da crise que o o Brasil atravessa: como tornar politicamente viável o que precisa ser feito urgentemente.