Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Efeito Orloff - o Remake

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Aqueles que têm minha idade, um tanto mais, um tanto menos, conhecem a expressão "efeito Orloff" originado de uma antiga propaganda da bebida.

Ao louvar suas qualidades — como é cliché —, a propaganda salientava que quem bebia Orloff não tinha ressaca no dia seguinte, razão do bordão "Eu sou você amanhã" repetido pelo alter ego feliz do consumidor que pagava um pouco mais hoje para não ter ressaca no dia seguinte. Uma pesquisa no Google mostrará vários vídeos.

Mas aqui a frase pegou por outro motivo. Na nossa vizinha Argentina, nos anos 80 e 90, problemas econômicos, alta de inflação, descontrole e/ou tabelamento de preços e crises cambiais eram uma constante. Invariavelmente, o que ocorria lá acabava por ocorrer também aqui. Até mesmo planos de combate à inflação, como o Plano Austral de Raúl Alfonsín.

O nosso "efeito Orloff" chamou-se Plano Cruzado, tão catastrófico e ineficiente quanto o plano argentino que o precedeu. Aliás, é bom esclarecer, os dois planos foram inspirados pelas teorias heterodoxas de André Lara Resende e Pérsio Arida, consultores do ministro Dílson Funaro, responsável último pelo plano.

Outros se sucederam a estes, lá na Argentina como cá, mas pode-se afirmar que só o Plano Real foi um sucesso. Eu credito a Itamar Franco e a Rubens Ricupero, e não a FHC como quase todo mundo, a responsabilidade pelo sucesso do plano. E assim o bordão "Eu sou você amanhã", deixou de valer para Argentina e Brasil, já que a diferença entre estas nações passou a ser abissal. Bom, até o PT assumir. Se olharmos para o Rio Grande do Sul...

O Rio Grande está quebrado. O jornalista Políbio Braga disse num comentário, que o rombo deixado pela última administração petista (Tarso Genro, o "poeta de mão cheia"), corresponde a 2 (dois) anos de arrecadação tributária. Bah! Em outras palavras, é como se o estado fechasse as portas "para balanço", demitisse a todos, cancelasse a totalidade dos pagamentos e demais responsabilidades, e ficasse por conta APENAS de receber tributos. Ainda assim levaria dois anos para sair do VERMELHO. Deve vir daí a preferência da petralhada pela cor...

O Rio Grande do Sul é um bom exemplo do que JÁ É O BRASIL HOJE! Somos um país falido, nossas estatais estão falidas, nosso endividamento é gigantesco, e por aí vai. Pior: podemos estar na situação — broken beyond repair — quebrados e sem conserto.

Alta de juros, disparada do Dólar e da inflação, e desemprego em massa, são apenas alguns sintomas da má escolha feita no passado. Bastaria olhar para a situação do Rio Grande do Sul que o Brasil não estaria com a ressaca de hoje. Ó, Rio Grande! Por que não disseste "Brasil, eu sou você amanhã - o remake"?