Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

QUEM É SÉRGIO FERNANDO MORO:


Muitos podem pensar que ele surgiu de repente, num passe de mágica,  para ser e se transformar no cavaleiro da esperança do povo  brasileiro. Encarnou e se revestiu da moralidade clamada pela população e vai com determinação marcando novos rumos. Na verdade  foram anos de preparo, amadurecimento pessoal e jurídico. Acima de  tudo a competência que lhe ampara em todas as decisões.

  Sérgio Fernando Moro, natural de Maringá, nascido em 1972, filho de  Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, ex-professor de geografia da  Universidade Estadual de Maringá, formou-se em direito pela  Universidade Estadual de Maringá em 1995, tornando-se juiz federal um  ano após, em 1996.
Cursou o programa para instrução de advogados da  Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre  lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados  Unidos. É Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do  Paraná. Juiz Federal da 13.ª Vara de Curitiba. Ministra aulas de  processo penal na Universidade Federal do Paraná e comanda a operação  "Lava Jato". Casado, tem dois filhos.

  Além da Operação Lava Jato, o juiz também conduziu o caso Banestado,  que resultou na condenação de 97 pessoas, atuou na Operação Farol da  Colina, onde decretou a prisão temporária
de 103 suspeitos de evasão  de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro .  No caso do Escândalo do Mensalão, a ministra do Supremo Tribunal  Federal Rosa Weber convocou o juiz Sergio Moro para auxiliá-la, devido  sua especialização em crimes financeiros e no combate à lavagem de  dinheiro.

  Foi indicado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil para  concorrer a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF. Eleito o  "Brasileiro do Ano de 2014" pela Revista "Isto É". Um dos 100 mais  influentes do Brasil em
2014 pela Revista "Época". Na décima segunda  edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, foi eleito a  "Personalidade do Ano" de 2014 por seu trabalho frente às
  investigações da Lava Jato.

Sugiro àqueles que desejam conhecer os posicionamentos de Sérgio Moro,  não de hoje, mas de 11 anos passados, que leiam e releiam na íntegra o  seu artigo, em que fala sobre uma das maiores faxinas ocorridas na  Europa, intitulado "Considerações sobre a Operação Mani Pulite"  (Operação Mãos Limpas), publicado na época, na Revista do Conselho da  Justiça Federal. Está tudo lá. Na Operação Mãos Limpas, 6 mil pessoas  foram investigadas, três mil mandados de prisão, com 872 empresários,  muitos ligados a petroleira italiana e 438 parlamentares enrolados  nesta rede, inclusive, com alguns suicídios.

 A Operação Mãos Limpas, diz Moro em seu artigo: "A ação judiciária  revelou que a vida política e administrativa da Itália, estava  mergulhada na corrupção, com pagamento de propina para
concessão de  todo contrato público, o que levou Milão ser classificada como "cidade  da propina". Igualzinho aqui no Brasil!

A Operação Mãos Limpas, momento extraordinário na história  contemporânea do judiciário, iniciou-se em meados de fevereiro de  1992, redesenhando o quadro político, talvez não encontrando paralelo de ação
judiciária com efeitos tão incisivos na vida institucional de um país. Em 2004, Sérgio Moro falava em seu artigo: "Encontram-se  presentes várias condições institucionais necessárias para a realização de ação semelhante no Brasil", mas enquanto Sérgio Moro  liberava seu escrito, os políticos e seus representantes encomendados,  "metiam a mão", sem dó, no dinheiro brasileiro, transferindo-o para o  exterior e para suas contas pessoais, em quantidades incalculáveis.
 
 
  O Moro de 2004, que é o mesmo de hoje, bem mais aperfeiçoado, em seu
  artigo afirma, "é ingenuidade pensar que processos criminais eficazes  contra figuras poderosas como autoridades governamentais ou  empresários, possam ser conduzidos normalmente, sem reações. Um  judiciário independente, tanto de pressões externas, como internas, é  condição necessária para suportar ações desta espécie. Entretanto, a  opinião pública, como ilustra o exemplo italiano, é também essencial
  para o êxito da ação judicial".

  "Na Itália uma nova geração dos assim chamados "giudici ragazzini"  (jovens juízes), sem qualquer
senso de deferência em relação ao poder  político, iniciou uma série de investigações sobre a má conduta  administrativa e política."

 Acrescenta: "talvez, a lição mais importante de todo episódio seja a de que a ação judicial contra a
corrupção se mostra eficaz com o apoio  da democracia. É esta quem define os limites e as possibilidades da  ação judicial. Enquanto ela contar com o apoio da opinião pública, tem  condições de avançar e apresentar bons resultados".

  Embora estejamos em momento triste,
dolorido, com desemprego avançando  em números jamais vistos, é muito positivo sentir que o Ministério  Público, Polícia Federal, Imprensa, todos vivem o momento da verdade.  Concluo com três frases significativas de compromisso.


  A primeira, do ministro Celso de Mello: "É preciso esmagar, sim. É  preciso destruir, esmagar com
todo o peso da lei, respeitada sempre a  garantia constitucional do devido processo, esses agentes criminosos  que atentaram contra as leis penais da República e contra o sentimento  de moralidade e de decência do povo brasileiro".

  A segunda, da ministra Carmem Lúcia: "Na história recente da nossa  pátria, houve um momento em que a
maioria de nós, brasileiros,  acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois, descobrimos  que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se  constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a  justiça".

 Por último, do juiz Sérgio Moro: "O político corrupto, por exemplo,  tem vantagens competitivas no mercado político em relação ao honesto,  por poder contar com recursos que este não tem. O
corrupto costuma  enxergar o seu comportamento como um padrão e não a exceção. A  corrupção envolve quem paga e quem recebe. Se eles se calarem não  vamos descobrir jamais. A corrupção política italiana assemelha-se  bastante à brasileira na amplitude, na naturalidade com que era  praticada e até mesmo na aura protetora e fatalista que parecia  torná-la invulnerável".

  "...  

 "VIVA A INTEGRIDADE MORAL!"   
 
OBS.:  Algumas frases foram ditas por pessoas imprensadas entre o petismo e a vigarice e  podem ser consideradas falsas.