Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quinta-feira, 9 de março de 2017

Delações



"O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, trabalha para apresentar nesta semana os primeiros pedidos de abertura de inquérito com base nas delações de executivos da Odebrecht. A lista Janot, que pode ser fatal para a carreira de muitos políticos, vem sendo aguardada com forte expectativa desde dezembro passado, quando foram concluídos os acordos de delação com 78 executivos da maior empreiteira do país. O GLOBO fez um levantamento do que já foi dito pelos delatores.
 

Segundo apurou o “Valor”, os pagamentos, de acordo com o ex-presidente da Odebrecht, tiveram origem no Setor de Operações Estruturadas da empresa, dedicado ao pagamento de propina a agentes públicos. O uso do setor para tal fim foi revelado no início deste ano pela ex-secretária de Marcelo, Maria Lúcia Guimarães Tavares, que fez acordo de delação.

 
O que foi relatado por Marcelo, segundo o “Valor”, é coerente à linha de investigação da Polícia Federal no âmbito da Lava-Jato. Segundo as investigações, L---  pode ter recebido até R$ 23 milhões. Investigações apontam ainda que o codinome “amigo”, que está nas planilhas apreendidas do Setor de Operações Estruturadas, seja uma referência a L---.
 

Marcelo Odebrecht presta nesta quinta-feira seu quarto depoimento à Força-Tarefa em Curitiba, cidade onde está preso desde junho de 2015. Ele tem falado aos procuradores da Lava-Jato na presença de seus advogados.
 

De acordo com reportagem do jornal "Folha de S. Paulo, o ex-presidente da Odebrecht também confirmou que o presidente Michel Temer pediu R$ 10 milhões para a campanha do PMDB durante reunião no Palácio do Jaburu, em 2014. No depoimento, Marcelo Odebrecht não deu detalhes sobre o pagamento."

 
Em delação premiada que ainda depende de homologação do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho disse que entregou dinheiro em espécie no escritório do advogado José Yunes, amigo e assessor especial do presidente Temer, durante a campanha eleitoral de 2014. O pagamento faria parte de um repasse de R$ 10 milhões que, segundo narrou Claudio Melo na delação, Temer negociara “direta e pessoalmente” com Marcelo Odebrecht, em um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, dois meses depois do início da Lava-Jato.


 http://oglobo.globo.com/brasil/o-que-os-delatores-disseram-ate-agora-21017844#ixzz4apov48Sw

 

O ex-presidente tem sido 'apontado' por diversos empresários.
Mas continua solto.