Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quarta-feira, 4 de março de 2015

Brasil x PT: quem sairá vencedor? - R.Constantino

 

 

 Rodrigo Constantino
 
 
Dividir para conquistar: o PT segue como ninguém a máxima romana. Joga mulheres contra homens, negros contra brancos, pobres contra ricos, empregados contra empresários, tudo para se vender como o protetor dos oprimidos contra os opressores. Fomenta a luta de classes para acumular poder. Mas após tantas décadas incitando a divisão ilegítima, eis que conseguiu, de fato, produzir uma legítima: aquela entre brasileiros decentes e petistas.
 
Sim, não há mais quem defenda o projeto petista, apenas um projeto de poder, e que preserve um pingo de vergonha na cara, de caráter. Após tanta roubalheira, imoralidade, incompetência e abusos, o PT finalmente conseguiu rachar o país ao meio. O clima é tenso, e isso coloca em xeque nossas instituições. Elas serão testadas ao limite, até porque, como L---  já provou, o PT não vai desistir facilmente do poder. Ao contrário: parece disposto a tudo, a fazer o “diabo”, a convocar o “exército” do MST para confrontar as leis.
 
O historiador Marco Antonio Villa tocou no assunto em sua coluna de hoje no GLOBO. Villa escreve com uma coragem que falta à imensa maioria dos articulistas da nossa imprensa, e vai direto ao ponto, sem rodeios, sem fugir dos adjetivos que melhor definem os protagonistas dessa ópera bufa. Vale a pena ler seu texto na íntegra, pois ele conhece bem a história política brasileira, e constata que nossa atual crise institucional não encontra paralelo na história. Seguem alguns trechos:
 
O país está vivendo um impasse. O governo perdeu legitimidade logo ao nascer. Dilma não tem condições de governar, não tem respeitabilidade, não tem a confiança dos investidores, dos empresários e da elite política. E, principalmente, não tem mais apoio dos brasileiros horrorizados com as denúncias de corrupção e a inépcia governamental em enfrentá-las, além do agravamento dos problemas econômicos, em especial da inflação.
[...]
 
[Dilma] é um nada, é uma simples criatura, é um acidente da História. O embate vai ser travado com L---, o seu criador, mentor e quem, neste momento, assumiu as rédeas da coordenação política do governo.
 
Foi L--- que venceu a eleição presidencial de 2014. E agora espera repetir a dose. Mas a conjuntura é distinta. As denúncias do petrolão e a piora na situação econômica não permitem mais meros jogos de cena. O momento do marketing eleitoral já passou. E L--- vai agir como sempre fez, sem nenhum princípio, sem ética, sem respeito a ordem e a coisas públicas. O discurso que fez no Rio de Janeiro no dia 24 de fevereiro é apenas o início. Ele — um ex-presidente da República — incitou à desordem, ameaçou opositores e conclamou o MST a agir como um exército, ou seja, partir para o enfrentamento armado contra os adversários do projeto criminoso de poder, tão bem definido pelo ministro Celso de Mello, do STF.
 
L--- está desesperado. Sabe que a aristocracia petista vive o seu pior momento. E não vai sair do poder sem antes usar de todas as armas, legais ou não. Como um excelente leitor de conjuntura — e ele o é — sabe que os velhos truques utilizados na crise do mensalão já não dão resultado.
[...]
 
O Brasil caminha para uma grave crise institucional, sem qualquer paralelo na nossa história. Dilma é uma presidente zumbi, Por incrível que pareça, apesar dos 54 milhões de votos recebidos a pouco mais de quatro meses, é uma espectadora de tudo o que está ocorrendo. Na área econômica tenta consertar estragos que produziu no seu primeiro mandato, sem que tenha resultados a apresentar no curto prazo. A corrupção escorre por todas as áreas do governo. Politicamente, é um fantoche. Serve a L--- fielmente, pois sequer tem condições de traí-lo. Nada faria sozinha.
 
Assistiremos à lenta agonia do petismo. O custo será alto. É agora que efetivamente testaremos se funciona o Estado Democrático de Direito. É agora que veremos se existe uma oposição parlamentar. É agora que devemos ocupar as ruas. É agora que teremos de enfrentar definitivamente o dilema: ou o Brasil acaba politicamente com o petismo, ou o petismo destrói o Brasil.