Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CORDEL- muito bom!

‘Três letras que incomodam o PT’
Raimundo Cazé
 

 

Que nunca faltem três letras
Nas lamúrias do PT
Embora haja vinte e seis
Pra quem aprendeu a ler.
Refiro-me concretamente
A apenas três: FHC.

 

São três letras que abreviam
Fernando Henrique Cardoso.
É o pesadelo de Lula,
Um político mafioso
Que usa o adversário
No sofrimento e no gozo.

 
 
Em dois mandatos seguidos,
Lula nunca apurou
Os erros de FHC
Que tanto denunciou.

Houve momentos em que
Ele até o elogiou.
 

Dizer que FHC
Arruinou a Petrobras
Num tempo já tão distante
(Quase quinze anos atrás)

Não deixa de ser bizarro
E duvidoso demais.
 

Durante seus dois mandatos
Lula não soube de nada

Ou então guardou silêncio
De forma premeditada,
Como quem quisesse andar
Tranquilo na mesma estrada.
 

Agora que está perdido,
Vendo o caminho estreitar,

Lula não faz um discurso
Sem as três letras citar:
É FHC aqui,
É FHC acolá.
 

Até uma CPI
Voltada pro Petrolão
Teria que retroagir
No tempo e na vastidão
De forma a intimidar
O grosso da oposição.
 

De repente FHC,
Por Lula sempre citado,
Teria que reviver
Todo o seu longo passado
Devendo então responder
Pelo que estivesse errado?
 

Impeachment para o PT
Seria golpe de estado.

Mas o de Collor não foi,
Eis que por ele pregado.

Só a Dilma é que não pode
Ter seu mandato cassado?
 
A petezada defende
Respeito ao eleitor,
Mas finge que não entende
O que Dilma aprontou,

Praticando tudo aquilo
Que em campanha condenou.
 

Ameaça retirar
Do pobre trabalhador
Aquilo que a duras penas
O coitado conquistou,
Coisa que nenhum governo
Algum dia imaginou.
 

Maltrata o aposentado  (*) 
Como se fosse o demônio,
Fitando com desagrado
Seu suado patrimônio

Qualquer que seja a fortuna
Fruto de um longo sonho.
 

Aumenta o custo de vida
Nas alturas do avião,

Encarecendo a comida
Desde o arroz com feijão

Sem aumentar os salários
Na devida proporção.
 

Foi o PT que ensinou
Malandro a se rebelar,
Invadir propriedade
Quebrar tudo, espraguejar
E depois cair no mundo
Sem a despesa pagar.
 
Quem está na oposição
Jamais deve protestar:
É acusado de golpe.
Tem que sofrer e calar.
Caso contrário é golpista
Do regime militar.
 

Liberdade de expressão,
Para o PT, é golpismo
.
Pensa em controlar a mídia

Como faz o comunismo
E não quer que as pessoas
Tenham medo desse abismo.
 

Manda dinheiro pra Cuba
E deixa faltar no Brasil.
Sobe o litro de gasolina
Sem que aumente o barril
E mente todos os dias

Como em primeiro de abril.
 
O PT que tanto prega
A igualdade social
Vende ilusão e entrega
Ruína descomunal.
Nivela tudo por baixo,

Maldizendo o capital. 

Enquanto ataca a elite,
Igualada à burguesia,
O petista não consegue
Abrir mão da regalia.

Acumula patrimônio
Vinte e quatro horas por dia.
 

O exemplo de pobreza
Era o Lula operário.
Vivendo na esperteza,
Ludibriando o otário,
Hoje vive na riqueza
Como um grande milionário.
 

O fato é que neste mundo
O diabo tem os seus.
O PT segue à risca
A doutrina de Mateus,
Enquanto o povo humilhado
Entrega tudo pra Deus.

Mas chegará o momento
 Em que o povo, maltratado,
Usará de um instrumento
Até hoje mal usado:
O voto como castigo
A quem o tem enganado.
 

Talvez tenha sido bom
Que o PT governasse,
Para que o povo entendesse
Como a maldade nasce
E assim sobrevivesse
Ao fanatismo de classe.
 

Se em tantos anos de mando
O PT só se queixou
Dos ricos e da elite
Que a ela se juntou,
Em ninguém mais mete medo:
Seu mundo desmoronou
.
 
 
 
(*)  Maltratar aposentados faz  parte do comportamento político brasileiro, embora  quaisquer políticos  continuem, mesmo depois de aposentados, a nos custar tão caro quanto nos custavam antes.