Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Caso de Brahma com a ODEBRECHT

Papéis mostram proximidade de L--- com empreiteiros
 
CATIA SEABRAGRACILIANO ROCHA DE SÃO PAULO
 
 
 
Documentos obtidos na Operação Lava Jato trouxeram à tona a relação do ex-presidente Luiz Inácio L--- da Silva com executivos das maiores empreiteiras do país. Chamado de "Brahma" pelos diretores da OAS, L---  defendia, em viagens patrocinadas por empresários, seus interesses no exterior.
 
Em junho de 2013, num seminário em Lima, L--- dirigiu-se ao presidente do Peru, Ollanta Humala, sugerindo aliança com o empresariado.
 
À frente de uma delegação de 400 executivos, L--- afirmou que "não se deve ter vergonha" se há interesse financeiro. Porque "todo mundo que é empresário precisa ganhar dinheiro". Do Peru, a delegação —com executivos da OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht e Andrade Gutierrez, além de empresas do porte da Embraer e Eletrobras— viajou à Colômbia e ao Equador.
 
Cinco meses depois, L--- fez nova viagem sob patrocínio empresarial. Conversas por mensagens de texto capturadas em celulares de executivos da OAS indicam que a empreiteira não só deixou um avião à disposição do ex-presidente para que viajasse ao Chile, em novembro de 2013, como ajudou a definir sua agenda em Santiago.
 
Numa conversa, o então presidente da OAS, Léo Pinheiro, referia-se a L--- pelo apelido de "Brahma" e discutia o roteiro com o executivo da empreiteira Cesar Uzeda.
 
"A agenda nem de longe produz os efeitos das anteriores do governo do Brahma, no entanto acho que ajuda a lubrificar as relações. (A senhora [Dilma] não leva jeito, discurso fraco, confuso e desarticulado, falta carisma)", escreveu Uzeda.
 
Pinheiro responde: "O Brahma quer fazer a palestra dia 24/25 ou 26/11 em Santiago. Seria uma mesa redonda para 20 a 30 pessoas. Quem poderíamos convidar e onde?"
 
As mensagens indicam que a agenda de L--- no Chile foi fechada com Clara Ant, ex-assessora da Presidência e diretora do Instituto L---. No dia 25 de novembro, véspera da viagem, Uzeda sugere "checar com Paulo Okamotto se é conveniente irmos no mesmo avião".
Em viagem à Guiné Equatorial em 2011, como representante do governo Dilma, L---  colocou entre os integrantes de sua delegação oficial Alexandrino Alencar, executivo da Odebrecht preso nesta sexta (19). O caso foi revelado pela Folha em 2013.
 
L--- e Alexandrino são conhecidos de longa data: no livro "Mais Louco do Bando", Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, relata uma viagem em 2009 que Alexandrino fez a Brasília com Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração da empresa.
 
Na época, L--- pediu ajuda à Odebrecht para o Corinthians construir seu estádio. A inclusão de Alexandrino no grupo causou estranheza no Itamaraty, que pediu informações à assessoria de L---.