Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dilma estarrecida ou estarrecidos estamos nós ?

 Dilma estarrecida
 
SACHA CALMON
 
 
Dilma, a inepta presidente do Brasil, deve sofrer de algum distúrbio mental. Primeiro, não se dá conta de que é absolutamente despreparada para a função que exerce. Segundo, acha que deve exercê-la e o faz de modo atrapalhado, prepotente e deselegante. Trata seus sequazes mais próximos com palavras ásperas e chulas  (o que seu antecessor  também fazia)Discursa para o povo brasileiro de improviso, de forma incompreensível. Entre o pensamento, já comprometido, e a fala pobre e torturada, ocorre desconexão. Não a estou ridicularizando, apenas analisando. Tome-se o caso da mandioca, o tubérculo do qual extraímos a farinha e com que fazemos alimentos há séculos. Ela quis realçar a sua importância na dieta dos brasileiros, mas acabou “saudando a mandioca”, que tem outras acepções. Resultado: caiu no ridículo.
 
Agora, vem de sentir-se “estarrecida” com o diagnóstico do FMI sobre a economia brasileira, outra retração de 3,5% em 2016. Ela anda usando muito esse termo. Por “me dá cá uma palha”, dona Dilma fica “estarrecida”. Segundo o dicionário, o verbo estarrecer significa assustar, apavorar, aterrorizar, aterrar. Mas ela quis dizer-se surpresa ou chocada com a notícia, para ela absurda.
 
Contudo, ao errar, acabou por acertar. A previsão do FMI, de fato, é de apavorar, horrorizante... Uma perda de PIB dessa magnitude é aterradora. Mas ela tem remédio para o país: “Todo o esforço do governo é para impedir que no Brasil não tenhamos um nível de desemprego elevado, para mim, é a grande preocupação, é o que nós olhamos todos os dias, e é por isso que chamamos algumas medidas de urgentes. Reequilibrar o Brasil, em um quadro em que há queda de atividade, implica, necessariamente, a não ser que façamos uma fala demagógica, ampliar impostos. Eu estou me referindo à CPMF”. São as palavras da presidente, em entrevista recente. Daqui a pouco, podem anotar, vai usar nossas reservas de 370 bilhões de dólares para capitalizar o BB, a Petrobras, o BNDES e a CEF (uns US$100 bilhões ou R$ 450 bilhões).
 
Ninguém investe num país onde o consumo caiu verticalmente, e o emprego e a renda diminuíram. Entretanto, a presidente quer transferir mais renda do povo — pois é isso que a tributação faz — para o governo, que gasta muito com a máquina estatal (mais do que arrecada). A solução de dona Dilma agrava a situação e aprofunda a recessão. Se fosse cozinheira salgaria a carne de sol. Isso tem nome: incompetência.
 
A receita não fica em aumentar (?) a CPMF (nove impostos e contribuições já tiveram suas bases de cálculo e alíquotas aumentadas, silenciosamente). Ela quer elevar o gasto público como veremos em seguida, em vez de reduzir os gastos do governo drasticamente, vender ativos estatais, privatizar atividades e ativar concessões de estradas, portos, aeroportos, ferrovias, aquavias, armazenagem, usinas hidroelétricas etc. Dilma prossegue estatista, bolivariana, com a mesma visão sectária do país e do mundo de sua juventude, a ponto de entronizar, não faz um mês, o seu mentor, Leonel Brizola no panteão dos heróis da Pátria.
 
O Barbosão, seu ministro da Fazenda, vem de afirmar em Davos que precisa da CPMF e que dará crédito, via BNDES, BB e CEF, para os agentes econômicos investirem, o povo consumir e o país crescer. Mas não era assim a nova matriz econômica que nos levou para o inferno? Vão continuar a gastar por conta das eleições municipais.
 
O governo pode baixar os juros e oferecer crédito à vontade, aumentando a dívida pública, ou seja, o ajuste fiscal tão falado, nosso calcanhar de Aquiles, mas o país não vai crescer com essa receita de bolo. O mercado corrige o que pode: o câmbio alto aumenta as exportações e equilibra a balança de pagamentos. A inflação cairá um pouco depois da liberação dos preços da energia elétrica, combustíveis e tarifas públicas represadas no primeiro mandato. O desemprego reequilibra o valor dos salá- rios inchados acima da produtividade do trabalho. Mas é só.
 
Desse governo errático não há o que se esperar. Privatizar, diminuir o tamanho do Estado, cortar gastos, não contam. Até o Delfim Netto, velho conselheiro, nele descrê. Noticia a imprensa que ela profetizou o caos, se Dilma não favorecer a livre negociação entre patrões e empregados, não diminuir os impostos, não cortar gastos, não privatizar, não diminuir os cargos em comissão e não fizer correndo, a reforma previdenciária com idade mínima de 65 anos para os homens e 60 para as mulheres se aposentarem (é injusto mas necessário). Para que 25 mil cargos em comissão? Bastam 3 mil (se o PT deixar).
 
O Brasil começará a recuperar-se no dia seguinte ao fim do governo Dilma/PT/PMDB/PP. Não há vivalma que deposite confiança nele. Simples assim. Confiança: sem ela nada se faz nesse mundo. Que acordem todos. Esse sono letárgico vira pesadelo num piscar de olhos.



Com a ajuda grandiosa da imprensa a palavra CPMF vem sendo repetida à exaustão.  Essa repetição fará com que sua volta deixe de causar o impacto que causaria se fosse  aprovado logo de imediato.   Embora, em se tratando de ano eleitoral, muitos deixarão de aprovar alguma coisa que seja rejeitado por ao menos parte dos eleitores.  Talvez a maldita CPMF -  que o povo nem sabe como funciona - retorne apenas depois das eleições.