Este espaço é desaconselhável a menores de 21 anos, porque a história de nossos políticos pode causar deficiência moral irreversível.
Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
punição. Uma gente miúda com pose de autoridade respeitável, que
engana o povo e dele debocha; vende a consciência e o respeito por si próprios em troca de dinheiro sujo. A maioria só não vende o corpo porque este, além de apodrecido, tem mais de trinta anos... não de idade, mas de vida
pública.


OPINIÕES PESSOAIS

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

CANALHICE ETERNA


Diálogo da peça teatral “Le Diable Rouge” de Antoine Rault, entre os personagens Colbert e Mazarino, durante o reinado de Luis XIV, século XVIII.  Apesar de já terem se passados uns 400 anos, a tal ' conversa bem poderia ter sido feita atualmente.  Ou seja, a canalhice sempre existiu! 


Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível.  Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar, quando já se está endividado até o pescoço…

Mazarino :- Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas e não consegue honrá-las vai parar na prisão.  Mas o Estado é diferente!  Não se pode mandar o Estado para a prisão.  Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!

Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: - Criando outros!

Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres...

Mazarino:- Sim, é impossível.

Colbert: - E sobre os ricos?

Mazarino: - E os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: - Então, como faremos?

Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos,  cada vez mais, sempre mais!  Quanto mais lhes tirarmos,  mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos *.

*****

A última alternativa de Mazarino  (última frase *) será possível apenas se houver trabalho.