Depois ele comenta sobre os estilos de alguns presidentes que já tivemos.
Tancredo Neves - discurso meio "palanqueiro", que os políticos utilizavam lá pelos anos 1950
José Sarney - boa comunicação. Um estilo formal, um pouco rebuscado em determinadas circunstâncias, mas sempre eficiente na busca dos seus objetivos. Tive oportunidade de comentar aqui nesta coluna sobre um de seus desempenhos mais extraordinários como orador, defendendo posições econômicas e diplomáticas importantes nos Estados Unidos.
Fernando Collor - Depois de também sofrer impeachment, foi um dos senadores mais elogiados entre aqueles que discursaram na abertura do processo de impeachment da presidente Dilma. Há controvérsias.
sofreu impeachment.
Itamar Franco - Itamar, com seu jeito mineiro de ser, habilidoso nas negociações políticas, com aquele discurso saudosista que defendia a volta do Fusca e do fogão à lenha, conseguiu atravessar muito bem os anos em que foi presidente. Montou um dos melhores ministérios da nossa história, acabou com a inflação descontrolada e fez seu sucessor, elegendo Fernando Henrique Cardoso.
FHC - Fernando Henrique Cardoso se comunicou de forma excepcional quando ocupou a Presidência nas duas gestões. Elegante, bem preparado intelectualmente, ótimo articulador político, com livre trânsito nos países de todos os continentes, sabia exatamente o que dizer em todas as circunstâncias. No começo do primeiro governo, faltava a ele um pouco de emoção nos discursos. Cheguei a comentar na época que ele falava do problema da segurança do país como se discutisse o problema de segurança do prédio onde morava, na rua Maranhão, em São Paulo. Corrigiu a falha rapidamente e passou a falar com mais energia e emoção.
Quanto à Dilma e seu antecessor:
'ENGATÓRIA', uma oratória populista
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