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Este espaço se resume
, principalmente, à vida de quengas disfarçadas de homens públicos; oportunistas que se aproveitam de tudo e roubam sem
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pública.


OPINIÕES PESSOAIS

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

CENSURA - Livros e Marchinhas carnavalescas

 
 
Houve época em que livros de Monteiro Lobato foram criticados por ele ser chamado de racista, sem que ninguém se insurgisse contra o assunto.   Mas quando a tal censura atinge o Carnaval...  as coisas mudam e todos se rebelam.
 
 
Diversos artigos sobre  a censura aos livros que já foram escritos há bastante tempo e são considerados como arte.  Vejam abaixo:

 
O Negro nas obras de Monteiro Lobato - Monteiro Lobato apresentava em suas obras a realidade brasileira, que possuía (e ainda possui) características preconceituosas, ou seja, traços racistas em relação aos negros. Diante deste panorama, muitos consideravam o autor em questão preconceituoso. O que chama muito a atenção nas obras do autor é a ambiguidade, justamente o que gera esta discussão acerca do racismo ou não do escritor. (Maíra Althoff De Bettio - http://www.infoescola.com/literatura/o-negro-nas-obras-de-monteiro-lobato/)
O que está acima é a opinião pessoal da escritora e não deve ser levado como um dogma a ser seguido, porém é indiscutivel que Monteiro Lobato, em suas obras, racistas ou não, sempre representou uma época da nossa história, onde o racismo  e outros preconceitos não eram vistos como crime.

 
Algumas Obras de Monteiro Lobato:  Urupês, Cidades mortas, Idéias de Jeca Tatu, Negrinha, Ferro, A menina do narizinho arrebitadom, Fábulas de Narizinho, Narizinho arrebitado,  Saci, O marquês de Rabicó, O noivado de Narizinho, As aventuras de Hans Staden, O Gato Félix, Peter Pan, Reinações de Narizinho, O pó de pirlimpimpim, Caçadas de Pedrinho, Novas reinações de Narizinho, Emília no país da gramática, Aritmética da Emília, Geografia de Dona Benta, Dom Quixote das crianças, Memórias da Emília, Serões de Dona Benta,  O poço do Visconde, Histórias de Tia Nastácia, O museu da Emília, O Pica pau Amarelo, O minotauro, Os doze trabalhos de Hércules.
 

Já em Carta Capital, Monteiro Lobato foi considerado um tremendo racista (http://www.cartacapital.com.br/revista/749/monteiro-lobato-racista-empedernido).  Um estudo comprova a admiração que ele tinha pela Ku Klux Klan, que usava métodos violentos contra os negros nos Estados Unidos .  Numa entrevista, ele teria dito "Um dia se fará justiça ao Ku Klux Klan; tivéssemos uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar ..." 

Acredito, porém, que não importa como era Monteiro Lobato mas sua obra. Se devido à cultura de sua época era mais ou menos racista, o que importa é o que ele escreveu na época e nos deixou como legado. Suas caracterísricas são as de uma única pessoa,  mas seus livros são de todos ... que gostam de ler.
 

Há um trecho, no livro Reinações de Narizinho, em que  Nastácia é chamada “negra de estimação” e Lobato se refere a ela “56 vezes usando o termo a negra” (Carta Capital). 

No entanto, já se tornou comum todos se referirem à mulher que trabalha em sua casa, smplesmente como minha empregada, como se ela não tivesse nome, independente de ser branca , negra, parda, azul, amarela ou de outra cor. Qual de vocês nunca fez isso um dia?  A mulher que trabalha em sua casa, senta na mesa com vocês nas refeições? A ela são dados todos os direitos de sua casa?

Nunca vou esquecer quando meu grupo de 'amigas' disse achar esquisito a EMPREGADA sentar na mesa com todas nós.  Disse a elas  que esquisito era elas se sentarem na mesa comigo só naqueles dias, pois isso ela fazia ssempre. Perdi as 'amigas'.  E a EMPREGADA, que tinha nome e sobrenome, era branca. Portanto, nesses casos o problema é social, passando a ser racial no momento em que a EMPREGADA fosse negra.

 

Outros sites sobre o assunto:


 

 
MONTEIRO LOBATO ERA UM HOMEM (ESCRITOR) DA ÉPOCA
ASSIM COMO SÃO NOSSAS MARCHINHAS CARNAVALESCA
 
 
Quando é agora, existe um grupo de pessoas que pretenderia impedir que se cantasse ou tocasse nossas marchinhas carnavalescas que denotem algum tipo de ""preconceito"", como "Nêga de cabelo duro...", por exemplo.  Aí , sim, muitos se revoltaram contra tal censura, porque , segundo eles, carnaval era época de diversão e não poderia, portanto, sofrer nenhum tipo de censura.
 
E, embora seja visto apenas como obrigação, desde quando livro também não seria uma forma de diversão?
 
 
É POSSÍVEL INVADIR COM CENSURA
 
 TRECHOS DE MÚSICAS OU LIVROS ?
E A AUTORIA , COMO FICA ?


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PARA USO FUTURO

Manifesto ao povo do carnaval - Ancellmo Gois
O leitor é testemunha do nojo e do asco que a coluna sente por manifestações racistas. Mas é estupidez, acho, considerar a palavra “mulata” algo preconceituoso no contexto da folia. O sentido de uma palavra muda muitas vezes com o tempo, e tem a ver com o coração e a mente de quem a pronuncia. Veja o caso do carnaval. Houve época em que a Igreja Católica satanizava a festa. Hoje, Dom Orani, arcebispo do Rio, prestigia o evento, a ponto de doar uma imagem de São Sebastião à Portela — e a Igreja de São José, na Lagoa, no Rio, criou um bloco, o “Cordão de São José”, que desfila dia 18, agora. Mulata é o Brasil junto e misturado. O resto é procurar pêlo em ovo. Aliás, Brasil também é a obra do mestre Lan, 91 anos, acima, outro grande admirador da mulata